Coisinhas da Professora Ivanete

Carregando...

22/08/2009

Textos para serem trabalhados com 5º ano

Energia Elétrica

Energia: suja ou limpa, não dá para viver sem ela.
Você chega em casa, pega água na geladeira, toma um banho morno, enxuga o cabelo com o secador e liga o rádio, enquanto sua mãe assiste televisão. Seu pai acaba de colocar o carro na garagem e entra perguntando:
- Quem esqueceu a luz acesa?
Já pensou se o ser humano não tivesse inventado formas de gerar energia? Todo esse conforto – luz elétrica, aparelhos eletrodomésticos, computadores, automóveis – não existiria! Mas agora todos estão percebendo que toda essa facilidade pode custar muito caro... Pode custar a vida do planeta! Precisamos substituir as formas tradicionais de produzir energia por soluções que façam menos mal ao ambiente.

O que parece bom pode ter muitos defeitos...
A energia elétrica que chega às nossas casas pelos fios vem das usinas hidrelétricas. Essa é uma das formas mais “limpas” de produzir energia, mas prejudica o meio ambiente, porque, para construir uma usina dessas, é preciso desviar cursos de rios e alagar regiões. Isso pode provocar alterações no clima e levar à extinção as plantas e os animais que habitavam a região alagada.
Os combustíveis fósseis (carvão e petróleo) são recursos não-renováveis, isto é, eles vão acabar um dia. Nunca é demais lembrar que o combate ao aquecimento global depende da eliminação dos combustíveis fósseis.
Mas como iremos viver sem usinas hidrelétricas e sem petróleo? Muito bem, obrigado! Já existem vários tipos de energia alternativa sendo pesquisados. E o que é melhor: energias limpas e renováveis!

Cuide da energia elétrica, que ela vai cuidar de você!
O consumo de energia elétrica aumenta sem parar, no Brasil e no mundo. O comercio, que antes fechava às seis da tarde, agora fica aberto até à noite, nos shopping centers e hipermercados, além de funcionar de domingo a domingo. A energia utilizada nas residências e no comércio representa quase a metade do consumo total.
A valorização cada vez maior do ato de consumir levou a humanidade a atitudes de desperdício. E não é diferente com a energia elétrica. Quantas vezes você já deixou a TV “falando sozinha”, saiu do quarto sem apagar a luz, e ficou abrindo e fechando a porta da geladeira mil vezes?
Existe rádio-relógio, rádio portátil, rádio-gravador, toca-CD com radio... Pra quê tanto rádio? Será que precisamos mesmo de tantos aparelhos que a indústria lança?
As usinas hidrelétricas precisam de água dos rios e os rios precisam da águas da chuva. E se não chover? Já dissemos que existem alternativas para substituir essas usinas, mas isso ainda vai levar tempo e custa muito caro. Não acontece de uma hora para outra!
Há pouco tempo, o Brasil passou por uma crise energética, com ameaça de apagão e tudo! Foi aí que todo o mundo percebeu que a gente precisa economizar!

Como gerar energia sem prejudicar a natureza?
Dizem que o petróleo vai acabar. Aí você fica imaginando um monte de carros e fábricas parando de repente...Nada disso vai acontecer! Em breve, uma nova geração de máquinas produzirá a energia necessária para se tomar banho quente, gelar um suco de frutas ou surfar na Internet. De forma eficaz e limpa. Para isso, já existem fontes alternativas.




A Poluição do ar
A poluição do ar é caracterizada pela presença de gases tóxicos e partículas líquidas ou sólidas no ar. Os escapamentos dos veículos, as chaminés das fábricas, as queimadas estão constantemente lançando no ar grandes quantidades de substâncias prejudiciais à saúde. As causas da Poluição Atmosférica Nos grandes centros urbanos e industriais tornam-se freqüentes os dias em que a poluição atinge níveis críticos. Os escapamentos dos veículos automotores emitem gases como o monóxido (CO) e o dióxido de carbono (CO2 ), o óxido de nitrogênio (NO), o dióxido de enxofre (SO2) e os hidrocarbonetos. As fábricas de papel e cimento, indústrias químicas, refinarias e as siderúrgicas emitem óxidos sulfúricos, óxidos de nitrogênio, enxofre, partículas metálicas (chumbo, níquel e zinco) e substâncias usadas na fabricação de inseticidas. Todos esses poluentes são resultantes das atividades humanas e são lançados na atmosfera.Os efeitos A emissão excessiva de poluentes tem provocado sérios danos à saúde como problemas respiratórios (Bronquite crônica e asma), alergias, lesões degenerativas no sistema nervoso ou em órgãos vitais e até câncer. Esses distúrbios agravam-se pela ausência de ventos e no inverno com o fenômeno da inversão térmica (ocorre quando uma camada de ar frio forma uma parede na atmosfera que impede a passagem do ar quente e a dispersão dos poluentes). Os danos não se restringem à espécie humana. Toda a natureza é afetada. A toxidez do ar ocasiona a destruição de florestas, fortes chuvas que provocam a erosão do solo e o entupimento dos rios. No Brasil, dois exemplos de cidades totalmente poluídas são Cubatão e São Paulo. Os principais impactos ao meio ambiente são a redução da camada de ozônio, o efeito estufa e a precipitação de chuva ácida. A redução da Camada de Ozônio A camada de ozônio protege a terra dos raios ultravioleta do sol, que são extremamente prejudiciais à vida. Ela está situada na faixa de 15 e 50 km de altitude. Os CFCs (clorofluorcarbonos) são compostos altamente nocivos a este escudo natural da terra. O CFC é uma mistura de átomos de cloro e carbono. Presentes no ar poluído, o CFC é transportado até elevadas altitudes quando é bombardeado pelos raios solares ocasionando a separação do cloro e do carbono. O cloro, por sua vez, tem a capacidade de destruir as moléculas de ozônio. Basta um átomo de cloro para destruir milhares de moléculas de ozônio (O3 ) formando um buraco, pelo qual, os raios UV passam chegando a atingir a superfície terrestre. A redução do ozônio contribui para o efeito estufa. Efeito Estufa O efeito estufa é o aquecimento da Terra, ou seja, é a elevação da temperatura terrestre em virtude da presença de certos gases na atmosfera. Esses gases permitem que a luz solar atinja a superfície terrestre, mas bloqueia e enviam de volta parte da radiação infravermelha (calor) irradiada pela Terra. O principal agente causador do efeito estufa é o gás carbônico (CO2 ) resultante da combustão do carvão, lenha e petróleo. Esse efeito é semelhante à dos vidros fechados de um carro exposto ao sol. O vidro permite a passagem dos raios solares, acumulando calor no interior do veículo, que fica cada vez mais quente. As conseqüências desse fenômeno são catastróficas como o aquecimento e a alteração do clima favorecendo a ocorrência de furacões, tempestades e até terremotos; ou o degelo das calotas polares, aumentando o nível do mar e inundando regiões litorâneas; ou afetando o equilíbrio ambiental com o surgimento de epidemias.Chuva Ácida A chuva ácida é uma das principais conseqüências da poluição do ar. As queimas de carvão ou de petróleo liberam resíduos gasosos, como óxidos de nitrogênio e de enxofre. A reação dessas substâncias com a água forma ácido nítrico e ácido sulfúrico, presentes nas precipitações de chuva ácida. Os poluentes do ar são carregados pelos ventos e viajam milhares de quilômetros; assim, as chuvas ácidas podem cair a grandes distâncias das fontes poluidoras, prejudicando outros países. O solo se empobrece, a vegetação fica comprometida. A acidificação prejudica os organismos em rios e lagoas, comprometendo a pesca. Monumentos de mármore são corroídos, aos poucos, pela chuva ácida.


SOLO E LIXO

Solo: ele é tão seu quanto o chão de sua casa
Você já parou para pensar que o solo é um recurso natural tão importante quanto a água? Claro, porque se não existisse o solo, onde iríamos plantar nossos alimentos? E onde os vegetais iriam se fixar e retirar os nutrientes de que precisam para viver? Sem o solo, não existiria vida na terra.
E como você já deve ter notado, o solo também é atingido pela poluição que o homem causa no planeta. A poluição do solo é causada, principalmente, pelas enormes quantidades de lixo sólido produzido na cidade e no campo, e que nem sempre são depositadas nos lugares certos. Sem contar as pessoas que jogam lixo na rua , como se a cidade não fosse sua...

Lixo daqui, dali e de lá
Nas áreas urbanas do planeta, cada pessoa produz, por dia uma média de 700gramas de lixo doméstico. Só na cidade de São Paulo, uma das maiores do mundo, são produzidas 12 mil toneladas diariamente.

Cuidado que é veneno!
O lixo, normalmente contém vários produtos químicos misturados a ele. Se forem jogados em lugares inadequados, vão se infiltrando no solo e se acumulam no local. Quando chove, muitas vezes estes produtos vão parar nas plantações ou nos rios e lagos, podendo alcançar até os lençóis d’água subterrâneos.
A decomposição do lixo também libera um gás tóxico, chamado metano. Por ser muito inflamável, esse gás pode causar explosões. Ele tem um cheiro horroroso, e por isso quem trabalha em aterros sanitários precisa usar máscaras.

O lixo que dura, dura, dura...
Existem lixos de dois tipos: o orgânico e o inorgânico. A diferença é que o primeiro apodrece logo e o segundo não.
O lixo orgânico tem origem animal e vegetal. Restos de comida, cascas de frutas e legumes, cascas de ovos, restos de plantas e coisas assim. Esse lixo se decompõe, quer dizer, volta para a natureza. Vira adubo e, por isso, causa menos problemas.
O lixo inorgânico é formado por coisas artificiais, fabricadas pelo homem: isopor, vidros, plásticos, latas, papéis, embalagens. Esse é bem mais problemático, porque leva, às vezes, centenas de anos para se decompor e fica aqui, ocupando espaços enormes no planeta! E cada vez tem mais.

O que é feito com o lixo?
Depois que é recolhido pelo caminhão, o lixo vai para os aterros sanitários. O problema é que os aterros desse tipo não dão conta da enorme quantidade de lixo produzida todo dia. Em pouco tempo, ficam lotados.
Uma maneira barata de eliminar o lixo orgânico é transformá-lo em adubo. Queimar o lixo não é bom para o ambiente porque produz uma fumaça tóxica. A reciclagem é a melhor solução para o lixo inorgânico (plásticos, vidros, metais e papéis). Mas para isso é preciso que as pessoas participem.

Lixo que não é lixo
O lixo inorgânico também é chamado de lixo limpo, ou lixo seletivo. E em vez de ser jogado fora, pode voltar para as indústrias e se transformar em novos objetos. Essa é a forma mais inteligente de impedir que esses materiais sujem nosso planeta!
Se todas as pessoas se acostumassem a separar o lixo que pode ser reaproveitado e a encaminhá-lo para a reciclagem, a situação iria melhorar muito! Veja si: 35% do lixo coletado são materiais recicláveis e outros 35% podem virar adubo. Quer dizer, 70% do problema com o lixo estaria resolvido!
É para a reciclagem que existem aqueles recipientes de lixo coloridos em certos locais das cidades. Acostume-se a usá-los!
O Brasil tem um dos projetos mais desenvolvidos do mundo na reciclagem das embalagens de agrotóxicos. A quantidade de embalagens vazias recicladas atualmente ultrapassa as 12.000 toneladas por ano.



Um líquido precioso

O Brasil é o primeiro país do mundo em volume de água doce, pois conta com muitos rios, lagos e lençóis freáticos (espécie de rios subterrâneo). O melhor exemplo disso é o rio Amazonas, o maior do planeta, que descarrega um volume de água no mar próximo de 250mil metros cúbicos por segundo. Só para se ter uma idéia da riqueza fluvial de nosso país, podemos ver o exemplo de Israel, um país muito pobre em água doce. A descarga de água de Israel é de 23,8 metros cúbicos por segundo.
Mas, se o Brasil é tão rico em água assim, como pode haver racionamento e seca em muitas regiões?
Acontece que a maioria dos rios estão concentrados na bacia amazônica, e em algumas regiões do país, como o Nordeste, existe um problema, a falta de chuvas. Nessa região, muitas vezes, rios inteiros secam e desaparecem por meses, voltando a correr somente na estação das chuvas. Mas essa não é a maior razão para o racionamento. O problema é que a água, um líquido precioso e essencial para todos os seres vivos, é usada de maneira errada nas grandes cidades. Indústrias usam rios como depósitos de lixo e esgoto, pessoas deixam a torneira aberta sem utilidade e desperdiçam de toda maneira, sem levar em consideração que apenas 2,5 % da água do mundo é doce e própria para beber. O desperdício tem muitos culpados, e não são só os consumidores os vilões da história. Muita água se perde nos sistemas de tratamento, nos canos antigos, nos equipamentos sem manutenção das empresas de distribuição.
É necessário que todos se conscientizem de que a água é um tesouro e que não pode ser jogada fora, literalmente pelo ralo. Temos que economizar, ensinar os outros a não desperdiçar e pedir que não se façam barbaridades, como por exemplo varrer uma calçada com esguicho, em vez de uma vassoura! Se todos fizerem a sua parte, nunca irá faltar água para ninguém.
(O Estado de São Paulo. Estadinho. 31 mar.2001.)


A Terra Pede Socorro
Daniel Hessel Teich

Dez anos depois da Eco 92, há pouco para comemorar. A poluição e o uso predatório dos recursos naturais aceleraram o efeito estufa e a destruição das florestas. Mas existem formas de corrigir esses erros.
O perigo da degradação ambiental causada pelo homem costuma ser representado nas campanhas ambientalistas por animais ameaçados de extinção. O simpático e desajeitado urso penda, que está desaparecendo junto com seu hábitat nas montanhas da China, é um dos símbolos mais utilizados pelos ecologistas. Neste momento, há um símbolo muito mais tenebroso no ar. Trata-se da formidável nuvem de poluentes que se estende do Japão ao Afeganistão, no sentido leste-oeste, e da China à Indonésia, no sentido norte-sul, abrangendo uma região da Ásia em que vive um quinto da humanidade. De tonalidade marrom e tamanho equivalente a três Brasis, essa nuvem de venenos tem 3 quilômetros de espessura e representa 1,5% da atmosfera da região. Nuvens parecidas flutuam ocasionalmente sobre os Estados Unidos e a Europa, mas nenhuma teve igual tamanho e durabilidade. A mancha foi percebida pelos satélites em órbita sete anos atrás e desde então vem sendo estudada por uma equipe de especialistas convocada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Na semana passada, anunciou-se a primeira conclusão: trata-se da mais densa e ampla concentração de poluentes já detectada.
Na lista das grandes catástrofes ecológicas preparada pela Associação Americana para o Avanço da Ciência, a nuvem asiática é comparada ao buraco de ozônio, o pesadelo que dominou o debate ambientalista na década passada. “O perigo é global, já que uma nuvem desse tamanho pode cruzar meio mundo em apenas uma semana”, adverte o alemão Klaus Topfer, diretor executivo do Programa de Meio Ambiente da ONU. O coquetel de partículas de carbono, sulfatos e cinzas orgânicas é resultado das emissões de gases de fábricas, usinas termelétricas e escapamentos de automóveis. Essa é, digamos, a contribuição industrial para o fenômeno. “O crescimento econômico do sul da Ásia fez com que a poluição dobrasse nos últimos vinte anos”, diz o indiano Victor Ramanathan, coordenador de estudo que desvendou os segredos da nuvem. Mas não é essa a única causa. A população pobre da região queima o que tiver a mão para cozinhar e se aquecer – de madeira a estrume, passando por garrafas de plástico e embalagens. Como no Brasil, a queimada é a principal ferramenta para abrir espaço para o plantio. Por causa da alta concentração de carbono, a nuvem de poluentes chega a reter 15% da luz solar. Por falta de sol, o solo está ficando mais frio, e o ar, mais abafado. O ritmo das monções, o período de chuva no sul da Ásia, foi alterado, com efeito catastrófico para a agricultura. A safra de arroz colhida no inverno na Índia foi de 10% menor que em anos anteriores. Estima-se que 500.000 pessoas morram só naquele país em decorrência de problemas respiratórios causados pelo fenômeno. Um desastre ambiental provocado pelo encontro de duas realidades que se entrelaçam – o mundo industrializado de certas regiões asiáticas e a pobreza desprezível de outras – é pleno de simbolismo e não podia revelar-se em momento mais apropriado.
(Revista Veja. São Paulo, Abril , 21 Agosto de 2002)


Aquecimento global
Todo mundo já ter visto na TV, ouvido no rádio, visto na internet, etc, falar um trecho só que seja do Aquecimento Global. Desde a criação, a Terra sempre esteve em constantes mudanças de temperatura, em ciclos de milhares de anos de aquecimento e glaciação causados por fenômenos naturais. A partir da Revolução Industrial, o planeta passou a enfrentar uma nova realidade: a mudança de temperatura causada pelo homem através da poluição. O Aquecimento Global é um fenômeno climático de larga extensão - um aumento da temperatura média superficial global que vem acontecendo nos últimos 150 anos.Causas naturais ou antropogênicas (provocadas pelo homem) têm sido propostas para explicar o fenômeno. A Terra recebe radiação emitida pelo Sol e devolve grande parte dela para o espaço através de radiação de calor. São vários os fatores, apontados por ecologistas e cientistas, que provocam essas mudanças climáticas. A principal conseqüência é o aquecimento do clima da Terra, provocando o aumento da temperatura dos oceanos e o derretimento das geleiras. Ondas de calor inéditas. Furacões avassaladores. Secas intermináveis onde antes havia água em abundância. Enchentes devastadoras. Extinção de milhares de espécies de animais e plantas. Incêndios florestais. Derretimento dos pólos. E todo o tipo de desastres naturais que fogem ao controle humano. O controle das emissões de gases na atmosfera é imprescindível. Há muitos fatores que determinam o clima; os principais ocorrem na atmosfera, na crosta terrestre, nas geleiras, nos oceanos, na biosfera, nos gases e nos efeitos causados pela atividade humana. E o que tem provocado o aumento excessivo de emissão de gases de efeito estufa na atmosfera? Em grande parte são as atividades humanas, em busca do desenvolvimento econômico, do conforto e das comodidades da vida moderna. O que fazer para combater o Aquecimento Global? Algumas das formas de combater o aquecimento global é evitar o gasto absurdo de água e evitar poluir o ambiente, não jogando papéis e lixo no chão. Pense um pouco, pra que jogar papel no chão? Faça pelo menos a sua parte, pois é com pequenos gestos que o mundo fluirá.

Nenhum comentário: